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Resumo em 10 segundos

Há quase 850 anos, uma luz nova apareceu no céu. Hoje, seus destroços revelam uma “estrela zumbi” e filamentos cósmicos que ninguém sabe explicar. ✨

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Em 1181, astrônomos da China, do Japão e do mundo árabe registraram uma nova luz no céu. Quase 850 anos depois, ela ainda guarda um segredo: a estrela que explodiu aparentemente sobreviveu. ✨🧵

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O cenário dessa história é Pa 30, um remanescente de supernova a cerca de 7.500 anos-luz da Terra. Novas imagens do Gemini North, no Havaí, enxergaram seus destroços com uma riqueza de detalhes inédita.

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O que apareceu parece pintura cósmica: filamentos de enxofre ionizado em vermelho e oxigênio ionizado em azul-esverdeado. Mas a beleza esconde um enigma físico ainda sem resposta.

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As imagens revelaram cerca de 10 vezes mais filamentos de enxofre que observações anteriores. E eles não são linhas lisas: formam pequenos aglomerados repetidos, como pérolas alinhadas no vazio.

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Cada uma dessas “pérolas” é gigantesca: poderia conter a região planetária do Sistema Solar cerca de 10 vezes, com folga. Mesmo assim, os aglomerados exibem uma uniformidade difícil de explicar após uma explosão tão violenta.

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No centro dos destroços está a grande sobrevivente. Em vez de ser totalmente destruída, a estrela permaneceu quase onde tudo explodiu. Por isso, esse tipo de objeto ganhou o apelido intrigante de “estrela zumbi”.

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Pa 30 pode ter nascido da colisão de duas anãs brancas, núcleos ultradensos de estrelas mortas. A explosão teria sido uma supernova tipo Iax: rara, menos energética e incompleta — forte o bastante para rasgar o espaço, mas não para apagar a estrela.

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Uma luz observada por diferentes culturas em 1181 agora ajuda a decifrar como estrelas morrem — ou escapam da morte. Pa 30 lembra que o Universo não entrega respostas prontas: às vezes, ele deixa pistas em forma de pérolas cósmicas.

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