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Uma nova imagem da nebulosa Pa 30 revelou fios de gás feitos de “pérolas” gigantes e uma rara estrela zumbi no centro. ✨

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Uma explosão vista no céu em 1181 deixou um segredo aceso até hoje: a nebulosa Pa 30. ✨ Agora, o Gemini North registrou seus detalhes mais nítidos — e eles parecem colares de pérolas lançados pelo espaço. 🧵

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A Pa 30 está a cerca de 7.500 anos-luz da Terra — relativamente perto em escalas galácticas. Essa vizinhança cósmica permitiu enxergar o que antes pareciam raios lisos de gás, como num fogo de artifício congelado no tempo.

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Mas os “raios” não são lisos. A nova imagem mostra cadeias de aglomerados gasosos: pequenos nós luminosos, alinhados como pérolas. E cada um deles é colossal — comportaria várias vezes a região planetária do Sistema Solar.

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No centro desse espetáculo há uma sobrevivente: uma anã branca, o núcleo ultradenso de uma estrela morta. Ela é chamada de “estrela zumbi” porque resistiu à supernova e seguiu existindo, profundamente transformada.

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Essa sobrevivente ajuda a explicar o mistério. Pa 30 nasceu de uma supernova do tipo Iax, uma versão mais fraca e rara das explosões do tipo Ia. Em vez de destruir por completo a estrela, a explosão deixou seu núcleo para trás.

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A anã branca está exatamente no centro geométrico da nebulosa. Para os astrônomos, é uma pista forte de que a explosão foi bastante simétrica: lançou matéria em todas as direções, mas não teve força para expulsar o núcleo remanescente.

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Há mais de 840 anos, pessoas observaram uma “nova estrela” surgir no céu. Hoje, instrumentos como o Gemini North transformam aquele relato histórico em ciência detalhada: matéria, energia e uma sobrevivente no coração dos destroços.

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Pa 30 lembra que o Universo não trabalha apenas com finais absolutos. Às vezes, uma estrela explode — e ainda assim permanece ali, no centro da própria ruína, cercada por pérolas de gás do tamanho de mundos. 🌌

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