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O avanço de partidos antissistema testa a coesão europeia — mas também abre espaço para democracias responderem com mais participação e soluções reais. 🇪🇺🧵

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A extrema direita avança na Europa e coloca a política para Rússia e Ucrânia sob pressão 🇪🇺🧵 Mas o maior efeito pode não ser uma virada pró-Kremlin — e sim mais divisão interna, algo que favorece Moscou.

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Na Alemanha, a AfD chegou a cerca de 40% dos votos em eleições estaduais na Saxônia-Anhalt e Mecklenburg-Pomerânia Ocidental, enquanto quase dobrou seu resultado em Berlim, para 16%. O partido defende reduzir ajuda militar e financeira à Ucrânia.

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O movimento não se limita à Alemanha. Marine Le Pen aparece forte para a eleição francesa de 2027; o Vox cresce na Espanha; e, na Itália, Roberto Vannacci tenta ocupar um espaço ainda mais radical à direita de Giorgia Meloni.

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Há um ponto crucial: atribuir tudo à influência russa simplifica demais a história. Essas forças crescem ao explorar insegurança econômica, custo de vida, migração e ansiedade cultural — temas reais que governos tradicionais precisam enfrentar com políticas públicas eficazes.

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Campanhas de influência tendem a ampliar rachaduras que já existem: inflamam ressentimentos, espalham desconfiança e tornam acordos mais difíceis. Mesmo sem comandar a política externa da UE, a polarização pode travar decisões sobre segurança e apoio à Ucrânia.

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A oportunidade democrática está em responder com resultados: empregos dignos, serviços públicos acessíveis, transição verde justa e informação confiável. Quando a população vê soluções concretas, discursos que vivem do caos perdem força. A coesão europeia também se constrói no dia a dia.

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