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De 6 para 12 racks por mês: a Bull ampliou sua fábrica em Angers para ajudar a Europa a reduzir a distância computacional para EUA e China. ⚙️🇪🇺

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A Europa decidiu que não quer apenas usar a IA criada por outros. ⚙️🇪🇺 A Bull, fabricante francesa de supercomputadores, dobrou a produção de sua fábrica em Angers para fortalecer a capacidade computacional do continente. 🧵

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Por trás da expansão há uma disputa silenciosa — e decisiva. Treinar modelos avançados de IA exige máquinas gigantes, caras e raras. Hoje, EUA e China concentram boa parte desse poder de processamento.

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A ampliação custou €80 milhões e levou a fábrica de 6 para 12 racks por mês. A meta é chegar a 24 racks mensais em 2027. Cada rack é uma peça de uma infraestrutura que pode definir quem cria a próxima geração de IA.

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Angers tem um papel singular: é a única fábrica europeia dedicada a montar essas máquinas. E os pedidos estão acelerando. A Bull venceu 15 das 18 licitações recentes da EuroHPC, programa que conecta supercomputação e pesquisa na UE.

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Dois projetos mostram a escala: o supercomputador francês Alice Recoque terá 94 racks. Já o LUMI-AI, da Finlândia, é o maior contrato da Bull até agora, avaliado em €388 milhões. Antes da expansão, os dois não caberiam na linha de produção ao mesmo tempo.

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O JUPITER, outro supercomputador da Bull, já atrai empresas como OVHcloud e Domyn para treinar IA de ponta. A Airbus também instalou sistemas da empresa para ampliar sua capacidade de simulação em Toulouse e Hamburgo.

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A história também passa por política industrial: a França comprou a Bull da Atos, em crise financeira, por até €404 milhões. Manter capacidade estratégica local pode reduzir dependências — desde que esse poder computacional também alcance universidades, pesquisa pública e startups.

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Supercomputadores não são só máquinas velozes: são infraestrutura para ciência, clima, novos materiais, saúde e IA. A fábrica de Angers agora monta racks; a Europa tenta montar algo maior — autonomia tecnológica para a próxima década.

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