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Resumo em 10 segundos

Da ISS, o astronauta Frank Culbertson registrou a fumaça sobre Manhattan — um olhar espacial sobre uma tragédia humana. 🌍🛰️

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Há 25 anos, a ISS sobrevoava os EUA quando o astronauta Frank Culbertson fotografou uma enorme coluna de fumaça sobre Manhattan. Ele estava a cerca de 400 km de altitude — e foi o único estadunidense fora da Terra naquele dia. 🛰️🧵

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Em 11 de setembro de 2001, Culbertson fazia uma conversa rotineira com o médico de voo quando ouviu uma frase alarmante: era “um dia muito ruim em terra”. Naquele tempo, astronautas ainda não tinham TV ao vivo nem internet como temos hoje.

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Para entender o que ocorria, ele consultou um mapa, viu que a estação se aproximava da costa nordeste dos EUA e correu até a janela com a primeira câmera que encontrou. Pouco depois, Nova York entrou em seu campo de visão.

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A foto mostra a fumaça se espalhando ao sul de Manhattan. Vista do espaço, a imagem ajuda a perceber a escala geográfica do evento — mas não diminui sua dimensão humana: os ataques deixaram 2.977 pessoas mortas.

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Culbertson relatou que a base da coluna tinha um aspecto estranho e acreditou estar observando a cidade no momento do colapso da segunda torre, ou logo depois. “Foi um horror”, escreveu nos dias seguintes.

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O registro também era pessoal. Já em órbita, ele soube que Charles Burlingame, amigo e colega da Academia Naval, pilotava o voo 77 da American Airlines, sequestrado e lançado contra o Pentágono.

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Da órbita, a Terra parece inteira e sem fronteiras visíveis. Mas essa fotografia lembra que cada ponto no planeta guarda vidas, histórias e perdas. Como Culbertson resumiu: “As lágrimas não fluem da mesma forma no espaço”.

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