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A reação à ida do senador aos EUA vai além de um gesto individual: revela fissuras na direita e aumenta a pressão sobre o Congresso. 🧩

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A ida de Flávio Bolsonaro aos EUA, descrita pela reportagem como fuga em meio a uma escalada golpista, dividiu aliados à direita. 🇧🇷🧵 Mais que um episódio pessoal, o caso testa os limites do bolsonarismo diante das instituições.

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Segundo a apuração do Nexo Jornal, a reação não é uniforme: setores da direita e da extrema direita divergem entre defender o senador, reduzir o caso a uma perseguição e evitar associação direta com discursos antidemocráticos.

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Essa divisão importa porque o bolsonarismo nunca foi um bloco totalmente coeso. Há disputa por liderança, eleitorado, recursos e espaço institucional. Quando a pressão aumenta, aliados calculam o custo de sustentar — ou abandonar — uma narrativa.

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O ponto central não deveria ser apenas quem apoia quem. É a normalização de ataques à democracia: tratar saídas estratégicas do país ou ameaças às instituições como mera tática eleitoral enfraquece a responsabilização pública.

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No Congresso, o PT sinaliza apoio à recondução de Hugo Motta à presidência da Câmara. A lógica é pragmática: garantir previsibilidade na pauta e conter aventuras autoritárias. Mas estabilidade não pode significar blindagem de acordos pouco transparentes.

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A presidência da Câmara concentra enorme poder: define o ritmo de votações, negocia prioridades e influencia o destino de pedidos de impeachment. Por isso, a disputa não é só entre partidos; afeta políticas sociais, direitos e a capacidade de fiscalização.

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A questão de fundo é simples e incômoda: uma democracia não se protege apenas nas urnas. Ela depende de instituições que atuem com transparência, regras iguais para todos e rejeição clara a qualquer projeto que flerte com ruptura.

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