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Da vigilância interna à influência no Sul Global, um relatório aponta como Moscou adaptou seus serviços de inteligência à guerra. 🕵️🌍

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A guerra contra a Ucrânia não mudou apenas o campo de batalha: ela remodelou o ecossistema de inteligência da Rússia. 🕵️🇷🇺 Segundo análise do ICDS, Moscou ampliou vigilância interna, operações externas e campanhas de influência. 🧵

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O FSB, principal agência de contraespionagem russa, teria assumido papel mais ativo fora do país. Após perder espaço de inteligência política na Ucrânia, o órgão manteve funções nas administrações de ocupação e passou a priorizar ações na Europa.

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O objetivo, segundo o relatório, inclui dificultar a ajuda militar a Kyiv. Isso revela uma lógica de “guerra total”: não basta disputar território; é preciso pressionar cadeias logísticas, opinião pública e a coesão política dos países que apoiam a Ucrânia.

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Dentro da Rússia, o FSB ganhou poderes relevantes: acesso a bases de dados privadas sem decisão judicial, possibilidade de suspender telecomunicações e internet e influência sobre cooperação científica internacional. Segurança nacional vira justificativa para controles sem freios?

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Há um custo social nisso. Quando órgãos de segurança concentram acesso a dados, comunicações e pesquisa, a fronteira entre defesa legítima e repressão política fica perigosamente frágil — sobretudo para dissidentes, jornalistas, minorias e a sociedade civil.

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No exterior, a pressão também muda de forma. O FSB teria intensificado a infiltração e a descredibilização de comunidades dissidentes russas. Já o SVR enfrenta restrições no Ocidente após expulsões de diplomatas e redireciona recursos ao chamado Sul Global.

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Na África e em outros países, Moscou busca ocupar espaços com discurso anticolonial e defesa de “valores tradicionais”, absorvendo redes antes ligadas a Prigozhin, diz o estudo. A questão é: cooperação entre países ou influência opaca explorando crises locais?

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O GRU completa o quadro com inteligência militar, sabotagem, assassinatos e operações psicológicas, segundo a análise. A guerra contemporânea é travada também por dados, redes e narrativas — e exige transparência, instituições resilientes e proteção de direitos para não normalizar o autoritarismo.

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