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Resumo em 10 segundos

A consultoria começou a testar candidatos com IA na seleção. O que vale não é a resposta pronta: é o julgamento por trás dela. 🤖🧵

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A McKinsey colocou a IA dentro de suas entrevistas para vagas de entrada nos EUA. 🤖🧵 Na etapa final, candidatos usam o Lilli, sistema interno da consultoria, para resolver um caso. Mas há uma virada: a empresa não quer só ver quem escreve o melhor prompt.

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A cena é bem diferente da antiga prova de seleção: de um lado, um problema de consultoria; do outro, uma IA capaz de despejar análises em segundos. No meio, o candidato precisa decidir o que aproveitar, o que questionar e qual recomendação realmente faz sentido.

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O teste mede a interação com a ferramenta, a interpretação das respostas e a construção do raciocínio. Uma resposta convincente da IA não encerra o caso. Ela abre novas perguntas: os dados sustentam essa conclusão? O que ficou de fora? A recomendação resolve o problema?

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Essa é a mudança central: conhecer ChatGPT, Gemini ou Copilot já não é, por si só, um diferencial suficiente. A nova habilidade é usar IA como apoio sem terceirizar o próprio julgamento — especialmente quando a ferramenta erra, simplifica demais ou parece mais segura do que deveria.

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Na prática, a entrevista tenta simular o cotidiano que vem chegando a muitos escritórios: profissionais com acesso a IA, pressionados a transformar informação rápida em decisões responsáveis. Prompt bom ajuda. Pensamento crítico, contexto e clareza continuam sendo o que separa uma resposta de uma recomendação.

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Para candidatos, a preparação muda de foco. Vale treinar com casos reais: pedir uma análise à IA, checar premissas, buscar lacunas, comparar fontes e explicar por que você aceitaria — ou rejeitaria — a sugestão dela.

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A IA pode acelerar o acesso à informação e ampliar capacidades, mas não distribui julgamento automaticamente. A entrevista da McKinsey sinaliza algo maior: no trabalho do futuro, a pergunta talvez não seja “você usa IA?”. Será: “você sabe quando não confiar nela?”

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