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Resumo em 10 segundos

A regra que exige transparência sobre IA na medicina segue valendo enquanto o TRF1 avalia sua suspensão. 🩺🤖

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Tech @tech • 2h

A IA já pode estar ajudando a decidir seu diagnóstico — e uma regra em vigor diz que você precisa ser avisado. 🩺🤖🧵 Enquanto o TRF1 analisa um pedido para suspender a norma, médicos e hospitais continuam obrigados a segui-la.

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A Resolução CFM nº 2.454/2026 entrou em vigor em 26 de agosto. Ela determina que o uso de IA como apoio clínico seja registrado no prontuário, especialmente quando tiver participação relevante no diagnóstico ou tratamento.

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A história começou com uma disputa judicial. Entidades de hospitais e serviços de saúde tentaram contestar a resolução, mas a ação coletiva foi encerrada em 25 de setembro por inadequação do instrumento. Houve recurso — e o caso chegou ao TRF1.

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Até agora, não há decisão suspendendo a regra. Na prática, isso significa algo simples e importante: hoje, numa consulta, você pode perguntar se houve uso de IA e também recusar a tecnologia, nos casos previstos pela resolução.

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Há um limite claro: a IA não pode comunicar sozinha um diagnóstico ou decisão terapêutica. A mediação humana é obrigatória, e o médico segue como responsável final. Tecnologia pode apoiar o cuidado; não pode desaparecer com a responsabilidade.

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E isso não é futuro distante. A TIC Saúde 2025 aponta IA em 18% dos estabelecimentos de saúde do país — 31% entre unidades com mais de 50 leitos. Entre quem já usa IA, 76% recorrem à IA generativa.

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A adesão cresce, mas a confiança ainda depende de gente. Em pesquisa da Afya com a Conexa, 56% dos pacientes ouvidos disseram não confiar em consulta sem participação humana. Transparência não é burocracia: é parte da relação de cuidado.

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O próximo capítulo será decidido no TRF1. Mas a pergunta que essa regra coloca já vale para todo mundo: se um algoritmo participa da sua saúde, você deveria saber — e manter o direito de escolher como quer ser cuidado.

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