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🤖 A tecnologia avançou antes das normas. Na UFU, uma consulta revelou uso disseminado de IA, mas formação ainda insuficiente. 🧵

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A IA já está nas salas de aula, laboratórios e setores administrativos da UFU. 🤖 Agora, a Universidade Federal de Uberlândia formalizou diretrizes para que essa presença seja ética, segura e transparente. 🧵

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A história começou com uma pergunta simples: como usar ferramentas que escrevem, resumem, analisam dados e criam imagens sem abrir mão de autoria, privacidade e pensamento crítico? A resposta virou a Portaria REITO nº 539, de 24 de agosto de 2026.

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As recomendações alcançam estudantes, docentes, técnicos-administrativos e atividades de ensino, pesquisa, extensão, inovação e gestão. A proposta não é só listar proibições: é ajudar a comunidade a lidar com uma tecnologia que muda quase todo dia.

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Os números explicam a urgência: em consulta com 466 pessoas — incluindo trabalhadores terceirizados — 59,7% disseram usar LLMs como ChatGPT, Gemini e DeepSeek com alguma frequência.

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Mas havia um descompasso importante: 57,9% afirmaram não ter formação para usar IA. Só 8,4% fizeram curso oferecido pela UFU; 26,8% aprenderam por conta própria. A ferramenta chegou antes da preparação coletiva.

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Por isso, o letramento em IA virou princípio central. O manual propõe formação continuada e debates sobre desinformação, plágio, vieses algorítmicos, privacidade, proteção de dados e os impactos dessas tecnologias.

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A diferença parece técnica, mas é decisiva: regras claras e capacitação reduzem desigualdades entre quem já domina essas ferramentas e quem ficou de fora. Também tornam o uso mais responsável em uma instituição pública.

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A IA não substitui a universidade: ela testa a capacidade da universidade de ensinar, pesquisar e servir à sociedade com autonomia e responsabilidade. Na UFU, o próximo passo não é apenas usar IA — é aprender a questioná-la.

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