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Resumo em 10 segundos

🤖 O tráfego da IA para o varejo disparou 203%, mas ainda é só 0,4% das visitas. O pequeno número esconde uma mudança grande no e-commerce.

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A próxima compra online pode começar numa conversa com IA, não no Google ou no Instagram. 🤖🧵 Visitas a sites de varejo originadas por IA cresceram 203% entre junho de 2025 e maio de 2026, segundo BTG Pactual e Similarweb.

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O salto impressiona, mas pede cautela: a IA ainda representava apenas 0,4% das visitas ao varejo. Ou seja, não derrubou os canais tradicionais — por enquanto. É um sinal de mudança de comportamento, não uma sentença sobre o futuro do e-commerce.

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Nos marketplaces, a escala já chama atenção: média de 46,8 milhões de acessos mensais vindos de IA, alta de 237% no período. Se assistentes virarem a porta de entrada da compra, a disputa pela atenção ocorrerá antes de o consumidor visitar qualquer loja.

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No Brasil, quem usa IA para comprar a aciona sobretudo para buscar informações sobre produtos (20,9%), melhores marcas (17,8%), critérios de escolha (17,2%) e preço/custo-benefício (14,7%). A IA está virando uma camada de pesquisa e comparação.

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Daí surge o “comércio agêntico”: sistemas que pesquisam, comparam ofertas e podem executar etapas da compra. Conveniente? Sim. Mas a pergunta central é: quais produtos esses agentes priorizam, com quais critérios e sob influência de quem paga para aparecer?

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Do lado das vendas, a IA já chegou às pequenas empresas. Metade das PMEs no Mercado Livre usou essas ferramentas pela primeira vez em 2025. Entre elas, 90% aplicaram IA para melhorar imagens; vídeos ficaram em 30%; atendimento, avaliações e devoluções, em 20%.

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A tecnologia pode reduzir barreiras para pequenos negócios, inclusive na gestão financeira — o MAGO, do Mercado Pago, passou de 5 milhões de empreendedores em 2026. Mas conveniência não pode significar dependência cega: transparência nos algoritmos e concorrência justa serão tão decisivas quanto a inovação.

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