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Resumo em 10 segundos

O boom dos chips e data centers ajudou a sustentar o crescimento global. Mas, se a confiança evaporar, o impacto pode atravessar fronteiras. 🤖🌍

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A inteligência artificial ajudou a segurar a economia mundial em meio à alta da energia e à guerra no Oriente Médio. Mas líderes reunidos em Bangkok avisam: o mesmo boom que impulsiona o crescimento pode virar uma fonte de risco. 🤖🌍🧵

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A história começa nos bastidores: bilhões fluindo para data centers, chips e infraestrutura digital. Esse investimento movimentou comércio, bolsas e cadeias produtivas num momento em que o mundo buscava amortecer novos choques econômicos.

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Segundo o FMI, o comércio global cresceu 8,3% entre 2023 e 2025. Sem produtos ligados à IA, a alta seria próxima de 4,6%. Ou seja: uma parte importante do fôlego recente da economia veio dessa corrida tecnológica.

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Mas há uma tensão no centro do palco. A IA promete ganhos de produtividade, porém seus benefícios não chegam automaticamente a todos. Países sem infraestrutura, energia confiável e acesso a chips podem ficar ainda mais distantes da nova fronteira econômica.

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Kristalina Georgieva, do FMI, resumiu o temor: se a confiança cair e o dinheiro fugir da IA, o efeito será sentido no mundo todo. A projeção é que uma redução nos investimentos possa tirar 0,4% do PIB global até 2028.

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O risco aumenta se a guerra no Oriente Médio se prolongar. Energia mais cara encarece a operação de data centers; juros altos tornam os projetos mais difíceis de financiar. A promessa da IA depende de uma conta que ainda precisa fechar.

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A grande questão não é se a IA mudará a economia — ela já mudou. É se governos, empresas e organismos internacionais conseguirão evitar que uma transformação tão concentrada vire uma nova vulnerabilidade global.

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