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Resumo em 10 segundos

Por mais de 60 anos, ela era conhecida quase só por exemplares mortos. Então uma mensagem de morador mudou a história. 🐍🌳

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Uma das serpentes mais raras do planeta reapareceu viva no Vale do Ribeira, em SP — e a busca começou com uma mensagem de um morador: “Tem uma cobra aqui que acho que é a que vocês procuram”. 🐍🧵

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Era outubro de 2016. Até então, a jiboia-do-Ribeira (Corallus cropanii) carregava um enigma: descrita em 1953, só tinha seis registros posteriores — todos de animais mortos.

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A cobra encontrada em Sete Barras, na comunidade de Guapiruvu, ganhou o nome de Dona Crô, sugerido por um menino da região. Era o primeiro exemplar vivo visto em mais de 60 anos.

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Dona Crô tem ventre amarelo e desenhos triangulares em preto e marrom nas costas. Não é peçonhenta e vive sobretudo no alto das árvores, na Mata Atlântica do Vale do Ribeira.

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O encontro não foi sorte isolada. Biólogos do Projeto Jiboia do Ribeira passaram anos conversando com comunidades locais. Desde 2016, essa rede de confiança ajudou a registrar 20 novos indivíduos.

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Ainda sabemos pouco sobre ela: quando amadurece, quantos filhotes tem, o que come e por que desce das copas. Dona Crô foi monitorada por rádio, abrindo uma janela inédita para seus hábitos.

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A história mostra como ciência de campo funciona: pesquisadores, museus e moradores atentos somando conhecimento. Proteger a Mata Atlântica não guarda apenas espécies conhecidas — pode revelar vidas que quase escaparam da nossa memória.

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