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Uma foto feita da ISS revelou, no sul de Madagascar, uma formação de rocha parecida com as áreas claras da Lua. 🌕🪨

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Do alto da Estação Espacial Internacional, um astronauta fotografou no sul de Madagascar uma paisagem que parece ter sido recortada da Lua. 🌕🪨 O segredo está em uma formação de cerca de 100 km² chamada maciço de Saririaky. 🧵

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À primeira vista, Saririaky é só um contorno arredondado em meio à paisagem árida. Mas sua composição chamou a atenção da NASA: ali há anortosito, uma rocha que também domina boa parte das regiões claras que vemos na Lua a olho nu.

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A história começa no calor. O anortosito nasce quando magma — rocha derretida — esfria e endurece. Em Saririaky, isso ocorreu sob a superfície, formando grandes cristais minerais e deixando uma assinatura geológica rara na paisagem.

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Esse maciço terrestre tem pelo menos 600 milhões de anos. É uma idade impressionante, mas ainda jovem diante de seus “parentes” lunares: na Lua, anortositos com mais de 4 bilhões de anos guardam pistas dos primeiros capítulos do Sistema Solar.

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Saririaky também carrega a memória de Gondwana, o supercontinente que unia partes da África, Índia, Madagascar, Austrália e Antártida. Colisões e forças tectônicas aqueceram, comprimiram e deformaram as rochas ao redor.

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Há até uma pista de separação: outro maciço de anortosito fica cerca de 60 km ao norte. A hipótese é que os dois já tenham sido uma só estrutura, depois dividida pelo estiramento da crosta terrestre ao longo de eras.

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Como as amostras das missões Apollo são limitadas, cada anortosito terrestre vira uma espécie de laboratório natural para estudar a Lua. Às vezes, para entender um mundo a 384 mil km daqui, a resposta está numa rocha sob nossos pés.

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