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🍺🧬 Um projeto de R$ 400 mil vai rastrear DNA e compostos químicos da Manipueira Selvagem. O sabor está na mandioca, na madeira ou no território?

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A manipueira — líquido da prensagem da mandioca — pode ajudar a criar um estilo brasileiro de cerveja? 🍺🧬 Um estudo de 3 anos vai investigar a Manipueira Selvagem com DNA, química e barris. Afinal, de onde vem seu caráter? 🧵

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A pergunta parece simples, mas não é: o perfil da bebida nasce da mandioca, dos microrganismos do ambiente, da madeira ou da combinação de tudo? Na fermentação espontânea, não há uma levedura selecionada comandando o processo.

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O projeto, financiado pela Fapesp com mais de R$ 400 mil, acompanhará duas safras em SP, SC e SE. Por que comparar territórios? Porque cada cervejaria abriga uma microbiota própria — e ela pode deixar uma assinatura sensorial na cerveja.

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Em cada local, parte do mosto irá para barris de madeira e parte para recipientes de polipropileno. Se os resultados mudarem, quanto do sabor vem dos microrganismos que vivem nos poros da madeira — e não da receita?

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As amostras passarão por metagenômica, que identifica microrganismos pelo DNA, e metabolômica, que mapeia compostos da fermentação. Não é só dizer “tem gosto diferente”: é tentar medir quais seres e moléculas explicam essa diferença.

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A primeira safra, lançada em 2023 por uma rede de cervejarias, reuniu 21 cervejas. Agora, IFSP, USP, Cozalinda e Uçá investigam o fenômeno. A meta não é padronizar tudo — mas entender a diversidade sem apagar o terroir brasileiro.

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E se a maior inovação não for replicar uma cerveja idêntica, mas comprovar cientificamente por que ela muda de lugar para lugar? A Manipueira Selvagem põe uma questão provocadora no copo: biodiversidade também pode ser conhecimento — e sabor.

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