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Resumo em 10 segundos

A silhueta que viralizou não era vida alienígena nem um objeto marciano: era uma partícula do espaço atingindo a câmera do Curiosity. ☄️🔭

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A “medusa” escura que viralizou numa foto de Marte tem uma explicação ainda mais incrível: ela provavelmente foi desenhada por um raio cósmico no sensor da câmera do Curiosity! ☄️🤖🧵

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A imagem foi feita em 20 de agosto de 2023, durante o Sol 3924 da missão na Cratera Gale. No canto esquerdo, uma mancha com “tentáculos” parecia flutuar sobre o terreno marciano — e a internet foi à imaginação.

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Mas a Curiosity fotografou o mesmo cenário 13 e 25 segundos antes. Nessas imagens, nada de medusa, sombra ou objeto estranho. E ela também não reaparece depois. Esse detalhe resolveu o mistério.

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A hipótese mais forte da NASA: uma partícula de altíssima energia vinda do espaço atingiu o sensor exatamente no clique. Raios cósmicos podem nascer no Sol ou viajar desde eventos extremos, como supernovas e quasares.

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Quando uma dessas partículas acerta o sensor de frente, pode alterar um pixel. Em ângulo, cria riscos e formas inesperadas. Não é algo em Marte: é a câmera registrando, por um instante, o ambiente energético do Universo.

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Em Marte, esse tipo de interferência é mais comum do que na Terra. O planeta não tem um campo magnético global forte e sua atmosfera é bem rarefeita, oferecendo menos proteção contra partículas espaciais.

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O mais legal é o método: repetir fotos, comparar quadros e disponibilizar imagens brutas transforma curiosidade viral em investigação científica. Exploração espacial também é isso: dados abertos ajudando mais gente a entender o cosmos. 🔭

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A “medusa” não revela uma criatura marciana — revela algo igualmente grandioso: partículas cruzando o espaço e deixando sua assinatura por um segundo numa câmera a milhões de quilômetros. O Universo aparece até nos erros de imagem. ✨

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