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Resumo em 10 segundos

Depois de 3 semanas na isolada Serra do Aracá, cientistas voltaram com pistas de uma biodiversidade que ainda não tem nome. 🦎🌿

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No norte do Amazonas, uma montanha isolada há milhões de anos pode estar guardando dezenas de espécies que a ciência nunca descreveu. 🦎🌿 Após 3 semanas, a Expedição Tulu-Tuloi voltou da Serra do Aracá com uma coleção impressionante. 🧵

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A jornada começou num cenário que parece separado do tempo: platôs de arenito, florestas e paredões da Serra do Aracá. Esse isolamento geográfico criou condições para que populações evoluíssem por caminhos próprios.

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O resultado das coletas: cerca de 400 répteis e anfíbios de mais de 25 espécies. Para Miguel Trefaut Rodrigues, da USP, a maioria pode ser nova para a ciência — incluindo a possibilidade de um novo gênero de lagarto.

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Mas a expedição não procurava apenas bichos visíveis. Foram reunidas cerca de 2 mil amostras de plantas, solo, água, fungos, bactérias, invertebrados, aves, mamíferos e sangue para investigar parasitas e seus vetores.

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Agora entra uma ferramenta que lê rastros invisíveis: o DNA ambiental. Fragmentos genéticos deixados na água e no solo podem revelar organismos que passaram despercebidos nas trilhas — sem precisar capturá-los.

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As amostras também ajudarão a reconstruir a história da vegetação local por meio de estudos de pólen. A Serra do Aracá funciona, ao mesmo tempo, como berço de linhagens novas e museu de uma evolução muito antiga.

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Cada espécie confirmada será mais que um nome em um catálogo: será uma peça para entender como a vida se diversifica na Amazônia. Em regiões tão singulares, conhecer é o primeiro passo para conservar — antes que a história natural se perca sem ser registrada.

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