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🇨🇳 Bandeiras a meio-mastro e segurança reforçada em Pequim marcam a despedida de Zhu Rongji — um reformista que ajudou a moldar a China moderna. 🧵

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🇨🇳 A China baixou bandeiras e reforçou a segurança em Pequim para o funeral de Zhu Rongji, ex-primeiro-ministro morto aos 97 anos. Sua trajetória ajuda a entender como o país virou uma potência econômica — e os custos sociais desse caminho. 🧵

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Quem foi Zhu? Ele foi vice-premiê entre 1991 e 1998 e premiê de 1998 a 2003, numa fase decisiva após a abertura econômica iniciada décadas antes. Era conhecido pelo estilo direto e por defender, ao menos publicamente, o “pensamento independente”.

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Nos anos 1990, Zhu combateu a inflação alta, endureceu regras fiscais e reorganizou bancos. Em termos simples: buscou dar mais controle e previsibilidade ao Estado sobre uma economia que crescia em velocidade enorme.

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A parte mais controversa foi a reforma das estatais. Empresas públicas deficitárias foram fechadas ou reestruturadas, e milhões perderam seus empregos. As mudanças elevaram a eficiência, mas expuseram trabalhadores a uma transição com forte custo humano.

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Zhu também ajudou a preparar a entrada chinesa na Organização Mundial do Comércio, em 2001. Isso ampliou exportações, investimentos e a integração global da China — um passo central para o país se tornar peça-chave das cadeias produtivas mundiais.

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O luto ocorre sob vigilância reforçada, especialmente perto da Praça Tiananmen. Para as autoridades, mortes de líderes populares podem concentrar emoções e abrir espaço para comparações com o presente, críticas políticas ou pedidos por mais abertura.

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Há um precedente marcante: em 1976, a morte do premiê Zhou Enlai levou multidões a Tiananmen. A homenagem acabou se transformando em protesto contra os excessos da Revolução Cultural. Na China, memória pública e política raramente se separam.

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O legado de Zhu é, portanto, duplo: reformas que aceleraram a ascensão econômica chinesa e decisões que deixaram impactos profundos sobre empregos e proteção social. A despedida silenciosa em Pequim também revela quanto a memória continua sendo um tema sensível no país.

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