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Resumo em 10 segundos

O James Webb enxerga maravilhas, mas ainda há uma faixa crucial escondida pela poeira cósmica. A missão PRIMA pode abrir esse capítulo em 2033. 🌌🔭

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A NASA prepara um telescópio para enxergar a metade perdida da história cósmica 🌌🔭 A missão PRIMA deverá observar o infravermelho distante — justamente a faixa que Hubble, James Webb e Roman não cobrem. 🧵

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Imagine o Universo como um livro gigantesco. Até hoje, nossos melhores telescópios leem capítulos espetaculares — mas páginas inteiras seguem borradas por nuvens de poeira cósmica.

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Essa poeira bloqueia luz visível e ultravioleta de estrelas e galáxias. Mas ela não apaga a história: absorve essa energia e a reemite em infravermelho distante. É ali que a PRIMA entrará em cena.

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A importância é enorme: cerca de metade da luz emitida por estrelas e galáxias ao longo da história do Universo está nessa faixa. Sem medi-la, observamos uma festa cósmica com metade das luzes apagadas.

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A PRIMA terá três missões: investigar como nascem atmosferas planetárias; entender a evolução conjunta de galáxias e seus buracos negros centrais; e rastrear poeira e elementos pesados pelo cosmos.

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Telescópios em solo não conseguem fazer esse trabalho: a atmosfera terrestre bloqueia o infravermelho distante. Por isso, a PRIMA deverá viajar ao ponto de Lagrange L2, a cerca de 1,5 milhão de km da Terra.

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Em L2, ela poderá trabalhar em conjunto com o James Webb e o Nancy Grace Roman. Cada um observará uma faixa diferente de luz — como instrumentos complementares numa mesma orquestra cósmica.

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Se o cronograma se mantiver, a PRIMA parte em 2033, com orçamento estimado em US$ 1,2 bilhão, sem lançamento. O investimento é alto, mas a recompensa pode ser simples e profunda: finalmente ler o Universo sem pular metade das páginas.

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