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Resumo em 10 segundos

Projeto de quase 600 páginas chega à Câmara e promete recalcular o IPTU — mudança que pode mexer direto no bolso do morador 🏛️🔎

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Piracicaba envia projeto que muda cálculo do IPTU 🏛️🧵 Documento de quase 600 páginas foi protocolado na Câmara. A promessa: recalcular o imposto segundo valor venal e tipo de imóvel — resultado pode ser aumento ou redução para diferentes perfis.

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A história por trás das páginas: a equipe técnica refez a base de cálculo com novas faixas e critérios para residencial, comercial e terrenos. Para alguns imóveis a alíquota pode subir; para outros, a atualização corrige distorções históricas.

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Agora começa o rito político: vereadores vão analisar, criar emendas e promover audiências. É aí que entram pressões de imobiliárias, demandas de movimentos sociais e a oportunidade de tornar o IPTU mais justo — ou mais favorável a interesses concentrados.

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Imagine a Dona Marta, proprietária de uma casa pequena, e o João, dono de um prédio comercial valorizado. A mesma mudança técnica pode aliviar a carga da primeira ou abrir brecha para isenções que beneficiem grandes proprietários. A decisão é política — e afeta vidas.

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A questão fiscal não é só arrecadação: é política pública. Alterar o IPTU pode ajustar receitas para saúde, educação e infraestrutura, ou reduzir a contribuição de quem mais lucra com a valorização imobiliária. Transparência e progressividade devem estar no centro do debate.

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Como acompanhar: sessões da Câmara, audiências públicas e relatórios técnicos. É essencial que vozes diversas — moradores, trabalhadores, ONGs ambientais — participem, apontando riscos de regressividade e propondo compensações sociais e incentivos à sustentabilidade.

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Reflexão final: por trás de fórmulas e tabelas há escolhas sobre quem paga pela cidade que queremos. O IPTU pode ser ferramenta de justiça fiscal e sustentabilidade — se a discussão for aberta, transparente e inclusiva.

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