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Resumo em 10 segundos

Pequena no tamanho, enorme no recado: a Ololygon paracatu acaba de mostrar quanto ainda falta conhecer — e proteger — no Cerrado. 🐸🌿

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Uma perereca recém-descoberta no Cerrado pode ensinar muita coisa sobre biodiversidade — e sobre o que a gente pode perder sem nem conhecer. 🐸🌿 A nova espécie se chama Ololygon paracatu. 🧵

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Ela vive no noroeste de Minas Gerais, em matas de galeria perto de córregos que formam o rio Paracatu, afluente importantíssimo do São Francisco. Até agora, só foi encontrada ali. Ou seja: é uma espécie endêmica, exclusiva daquela região.

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E ela é minúscula: machos medem de 20,4 a 28,2 mm; fêmeas, de 29,3 a 35,2 mm. Mas não foi só pelo tamanho que a ciência separou essa perereca das parentes: entraram na conta corpo, vocalização e DNA.

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A descoberta começou com um detalhe que parecia pequeno. No doutorado, a pesquisadora Daniele Carvalho estranhou dois exemplares guardados na coleção zoológica da UFG, antes identificados como outra espécie. Curiosidade bem investigada muda tudo.

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A Ololygon paracatu é a 8ª espécie do gênero descrita no Cerrado. E o bioma abriga cerca de 5% das espécies do planeta — apesar de ser um dos mais pressionados pela destruição de habitats.

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Para essa perereca, as ameaças têm endereço: mineração, degradação ambiental e retirada intensa de água para a agricultura. Quando córregos e nascentes sofrem, não é só a paisagem que muda: um ecossistema inteiro perde condições de existir.

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O nome vem do rio Paracatu, expressão tupi-guarani que significa “rio bom”. Bonito, né? Só que manter um rio bom depende de proteger suas cabeceiras, matas ciliares e a vida pequena que quase nunca aparece nos mapas.

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Essa perereca cabe na ponta dos dedos, mas deixa um recado gigante: conservar não é só salvar o que já é famoso. É também dar tempo e espaço para a ciência encontrar o que ainda está escondido no nosso quintal. 🐸

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