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Resumo em 10 segundos

Um especialista da ONU alerta: sem governança tributária justa, desigualdade corrói democracia, direitos e desenvolvimento. 🌍💰

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💰 Um especialista da ONU defende uma governança tributária global mais justa e inclusiva. O argumento é direto: quando poucos países definem as regras, a desigualdade ganha escala — e a democracia perde força. 🧵

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A tributação internacional decide quanto grandes empresas e pessoas ultrarricas pagam — ou deixam de pagar — ao operar em vários países. Hoje, brechas legais e paraísos fiscais permitem deslocar lucros para onde o imposto é menor.

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O efeito não é abstrato: menos arrecadação significa menos margem para saúde, educação, infraestrutura, proteção social e adaptação climática, sobretudo em países de menor renda. Quem depende de serviços públicos sente primeiro.

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A crítica central é sobre poder. Regras tributárias globais foram historicamente moldadas por países ricos e fóruns restritos. Uma arquitetura realmente democrática precisaria dar voz efetiva ao Sul Global nas decisões.

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Não se trata apenas de “cobrar mais imposto”. Trata-se de cobrar onde a riqueza é gerada, coibir a transferência artificial de lucros e garantir transparência sobre quem controla empresas e ativos financeiros.

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Há um elo forte com direitos humanos: sistemas fiscais regressivos pesam mais sobre consumo e trabalho, enquanto patrimônios e lucros transnacionais encontram atalhos. Essa distorção amplia desigualdades já existentes.

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Uma cooperação internacional com regras claras pode reduzir a competição predatória entre países por investimentos — a corrida para baixar impostos e flexibilizar controles que raramente entrega desenvolvimento duradouro.

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A pergunta de fundo é democrática: quem deve decidir as regras que distribuem recursos no planeta? Sem participação ampla e transparência, a tributação global continuará refletindo concentração de poder — não interesse público.

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