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Resumo em 10 segundos

Uma mudança que pode redesenhar a rotina de milhões de trabalhadores entrou na CCJ. O governo quer decidir tudo antes da eleição. 🧵

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A PEC que propõe acabar com a escala 6x1 chegou à CCJ do Senado — e o governo Lula conseguiu colocar Omar Aziz (PSD-AM) na relatoria. 📅🧵 A disputa, agora, não é só sobre horas trabalhadas: é uma corrida contra o calendário eleitoral.

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Para quem vive a rotina de trabalhar seis dias e descansar um, a discussão tem peso concreto: menos tempo com a família, para estudo, lazer e até para resolver a própria vida. No mundo dos negócios, a mudança mexe diretamente com custos, escalas e produtividade.

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O governo queria que Otto Alencar, presidente da CCJ, assumisse o texto. Ele não quis. Foi aí que Omar Aziz apareceu como uma escolha estratégica: aliado de centro, capaz de ampliar pontes além da base petista.

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A estratégia é aprovar a proposta sem alterar o texto que veio da Câmara em maio. Parece detalhe técnico, mas é decisivo: qualquer mudança obrigaria a PEC a voltar aos deputados — e poderia adiar a decisão por meses.

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Há pressa. Com a campanha eleitoral, o Congresso terá uma janela curta de votações, entre 31 de agosto e 4 de setembro. Para o Planalto, o fim da 6x1 virou também uma bandeira: associar crescimento econômico a melhores condições de vida no trabalho.

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Do outro lado, há resistência e modelos concorrentes, como o pagamento por hora defendido por Flávio Bolsonaro. O debate expõe uma pergunta central para empresas e trabalhadores: eficiência precisa significar jornadas mais longas — ou trabalho mais sustentável e bem distribuído?

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