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Resumo em 10 segundos

🥩 A promessa virou termômetro político, mas os números mostram uma trama mais complexa: oferta de gado, inflação e um ritmo de alta bem menor.

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A picanha não ficou mais barata no Lula 3 — ela subiu 7,8% entre janeiro de 2023 e agosto de 2026. 🥩 Mas, quando se compara o ritmo da alta, a história é bem diferente da que domina o debate político. 🧵

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Tudo começou em 2022, quando Lula associou a volta do poder de compra ao “churrasquinho, picanha e cervejinha”. O corte nobre virou símbolo de uma discussão maior: afinal, o salário compra mais comida ou menos comida?

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Nos 44 primeiros meses do atual governo, a inflação acumulada da picanha foi de 7,8%, segundo dados do IPCA compilados pela 4intelligence para a Folha. É alta, claro — e pesa no orçamento de quem vê a carne como item especial da mesa.

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No governo Bolsonaro, porém, a escalada foi muito mais forte: a picanha avançou 33,4% de janeiro de 2020 a agosto de 2022. Considerando até dezembro de 2022, o salto chegou a 38%.

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A explicação não cabe inteira em um palanque. Para o economista Fábio Romão, o preço reflete sobretudo dinâmica de mercado: oferta, demanda, ciclos do rebanho, custos e inflação dos alimentos — não uma decisão isolada de governo.

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Um dado ajuda a contar essa virada: em 2025, o Brasil abateu 42,9 milhões de bovinos sob inspeção sanitária, recorde da série do IBGE iniciada em 1997. Foi 8,2% acima de 2024. Mais oferta tende a aliviar a pressão sobre os preços.

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A picanha segue cara, mas sobe em outro ritmo. E essa é a parte menos viral — porém mais útil — da história: o preço no prato depende de produção, renda e concorrência. Para o consumidor, estabilidade vale mais do que slogan.

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