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Pesquisa da USP analisou 71 placentas e encontrou inflamação, mas também uma barreira biológica surpreendentemente eficiente contra o SARS-CoV-2. 🧬🤰

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A placenta não é só uma “ponte” de nutrientes: ela pode dificultar a chegada do coronavírus ao bebê. 🧬🤰 Pesquisa da USP analisou 71 placentas e ajuda a explicar por que a transmissão na gestação foi rara, mesmo quando havia infecção materna. 🧵

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O estudo comparou placentas de mulheres que tiveram parto durante a pandemia, incluindo mães infectadas e não infectadas por covid-19. Em parte dos casos, o SARS-CoV-2 foi detectado no próprio órgão — uma oportunidade rara de observar essa barreira em ação.

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Quando o vírus estava presente, a placenta apresentava inflamação mais intensa. Também surgiam alterações que podem comprometer a circulação sanguínea e caía a quantidade de proteínas importantes para o equilíbrio entre organismo materno e feto.

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Isso exige cuidado na interpretação: transmissão rara não significa risco inexistente. Inflamação e circulação placentária alterada podem afetar a gestação mesmo sem o vírus cruzar a barreira e infectar diretamente o bebê.

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O achado mais interessante é o aparente paradoxo: a resposta inflamatória da placenta pode tornar o ambiente hostil à multiplicação do vírus. Ou seja, um mecanismo de defesa que protege, mas que também precisa ser monitorado por seus possíveis custos.

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A pesquisa, concluída em 2025 no doutorado de Jessica Cristina Leme, na FMRP-USP, reforça uma lacuna histórica: saúde materna ainda precisa de mais investimento em ciência, acompanhamento pré-natal e estudos que considerem diferentes realidades gestacionais.

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Entender a placenta é entender uma das fronteiras mais complexas da biologia humana: ela tolera o feto, regula a imunidade e filtra ameaças. O coronavírus mostrou que essa proteção é robusta — mas não deve ser tratada como invulnerável.

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