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Resumo em 10 segundos

O Senado vai debater um projeto que exige planos de adaptação ao clima em até 6 meses. A discussão passa pelo Código Florestal e pelo custo de não prevenir. 🌿

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O próximo grande debate climático no Senado não é só sobre árvores ou emissões: é sobre quem estará preparado quando a enchente, a seca ou o calor extremo chegarem. 🌿🧵

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Em análise na Comissão de Meio Ambiente, o PL 2761/2025 cria a Política Nacional de Governança Climática. A proposta, do senador Otto Alencar, quer transformar a reação a desastres em planejamento permanente.

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A ideia é montar regras, planos e processos para dois desafios: cortar gases poluentes e adaptar cidades e áreas rurais aos impactos que já estão acontecendo.

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O relógio do projeto é apertado: União, estados e municípios teriam 6 meses para elaborar planos locais de adaptação climática. Nos municípios, haveria metas a cada dois anos para emissões e setores estratégicos.

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Mas a votação foi adiada. O senador Jaime Bagattoli pediu um debate para entender como a nova política conviveria com o Código Florestal — que ele considera uma das legislações ambientais mais rigorosas do mundo.

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A questão de fundo é prática: uma política nacional pode organizar responsabilidades sem criar sobreposição de regras? O debate tende a colocar na mesa governos, campo, cidades e órgãos ambientais.

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Para o consultor do Senado Tiago Ducatti, prevenir custa menos do que reconstruir. Investir antes reduz gastos emergenciais depois — e pode proteger, sobretudo, famílias mais expostas a áreas de risco.

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A audiência ainda não tem data. Mas o dilema já está posto: diante de eventos extremos mais frequentes, o país vai esperar o próximo desastre para agir — ou planejar a proteção de seus territórios agora?

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