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Plataformas transformaram engajamento em poder — e, segundo Rodrigo Nunes, abriram terreno para novos “empreendedores políticos”. 📱🧵

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A política foi “colonizada” pela economia da atenção? 📱🧵 Para o filósofo Rodrigo Nunes, ouvido pelo Nexo, a plataformização criou espaço para “empreendedores políticos da extrema direita”. Mas quem lucra quando indignação vira engajamento?

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A lógica de negócio das plataformas é simples: quanto mais tempo, reação e compartilhamento, maior o valor publicitário. Só que discursos moderados competem em condições iguais com conteúdos feitos para irritar, assustar ou polarizar?

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Nunes aponta que a plataformização não é só uma mudança tecnológica: ela redefine como visibilidade é conquistada. Na disputa por atenção, quem domina cortes virais, frases de efeito e conflito permanente ganha vantagem — mesmo sem propostas consistentes.

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O ponto incômodo: algoritmos não precisam “ter lado” para produzir efeitos políticos. Basta priorizarem sinais de engajamento. Se raiva e medo retêm mais audiência, por que o sistema, desenhado para publicidade, frearia esse incentivo sozinho?

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Isso também concentra poder: poucas empresas definem regras, métricas e formatos que moldam o debate público. Transparência algorítmica, pesquisa independente e regras para publicidade política seriam censura — ou condições mínimas de concorrência democrática?

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A pergunta empresarial por trás da discussão é direta: atenção é um recurso público, uma mercadoria ou os dois? Enquanto o modelo premiar alcance a qualquer custo, a política continuará disputando cliques antes de disputar soluções.

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