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Resumo em 10 segundos

A fabricante brasileira monta modelos recentes das urnas, mas hardware, software e apuração têm papéis bem diferentes. 🗳️💻

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A Positivo fabrica as urnas eletrônicas mais recentes do Brasil, como UE2020 e UE2022. Mas daí a dizer que a empresa “controla a eleição” existe uma enorme distância tecnológica. 🗳️💻 🧵

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A história começa na fábrica: a Positivo Tecnologia produz o hardware sob contrato da Justiça Eleitoral. É a parte física — tela, teclado, componentes, gabinete e montagem do equipamento.

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Pense na urna como um computador altamente especializado. Quem fabrica a máquina não é, automaticamente, quem escreve os programas, administra a votação ou totaliza os votos.

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O software eleitoral é responsabilidade da Justiça Eleitoral. A preparação das urnas, a distribuição para as seções e os procedimentos de votação seguem regras e processos conduzidos pela estrutura eleitoral.

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É uma divisão importante: fornecedores podem construir tecnologia, mas o controle institucional precisa permanecer público, auditável e sujeito a fiscalização. Infraestrutura eleitoral não pode virar uma caixa-preta.

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Os modelos UE2020 e UE2022 representam justamente a renovação desse parque tecnológico. A fabricação nacional ajuda na manutenção e na logística, enquanto a segurança depende de várias camadas — não de uma única empresa.

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No fim, a pergunta certa não é só “quem fez a urna?”. É: quais controles existem do projeto à apuração? Em democracia digital, confiança vem de transparência, testes e fiscalização contínua. 🔎

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