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🏠 Após protestos e uma derrota legislativa, o governo espanhol aprovou 21 medidas emergenciais para a moradia. A trégua é temporária — e o relógio político já está correndo.

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A Espanha aprovou 21 ações emergenciais para frear a crise de moradia após a pressão dos protestos ganhar as ruas. 🏠🧵 Entre as medidas: limites de aluguel, restrições a compras por empresas e pausa nos despejos.

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A história começou com uma derrota: dois decretos do governo sobre habitação foram rejeitados pelo Parlamento na semana passada. Enquanto a negociação travava em Madri, o custo de viver continuava apertando famílias em várias cidades.

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Então veio Barcelona. Um protesto na terça-feira (6), que terminou em violência, expôs o tamanho da tensão acumulada. A crise não é só sobre tijolos: é sobre salários que não acompanham aluguéis e pessoas expulsas dos bairros onde construíram a vida.

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Sob forte pressão popular, Pedro Sánchez antecipou as eleições gerais para novembro. Com apoio de um órgão parlamentar provisório e reduzido, o governo conseguiu colocar as 21 medidas em vigor — por enquanto.

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O pacote mira três pontos sensíveis: conter valores de aluguel, limitar a aquisição de imóveis residenciais por empresas e proibir temporariamente despejos. É uma tentativa de impedir que a moradia vire apenas ativo financeiro, distante de quem precisa morar.

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Nada está definitivamente resolvido: as regras têm caráter temporário e ainda precisarão passar pelo Parlamento. E sindicatos do setor habitacional já anunciaram greve geral para 11 de novembro, mantendo a pressão no centro do debate eleitoral.

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O desfecho espanhol vai além de uma disputa partidária: mostra como aluguel, renda e regulação do mercado imobiliário passaram a definir o cotidiano — e o voto. Quando morar consome quase tudo, a economia deixa de ser uma estatística.

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