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Resumo em 10 segundos

Lida Moniava, conhecida por seu trabalho com crianças gravemente doentes, foi detida após posts contra a guerra. O caso vai além de uma pessoa. 🕊️

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Uma das líderes humanitárias mais conhecidas da Rússia, Lida Moniava, foi detida em Moscou por posts contra a guerra, segundo a Amnesty International. Ela pode responder por “informação falsa” sobre as Forças Armadas. 🕊️🧵

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O detalhe que pesa: Moniava não é uma figura política tradicional. Ela construiu uma trajetória no cuidado de crianças com câncer, doenças hematológicas e em cuidados paliativos. Agora, seu trabalho humanitário também virou alvo indireto desse cerco.

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Segundo o advogado, o processo criminal estaria ligado a uma publicação no Telegram feita em fevereiro de 2023. Em 2 de setembro de 2026, a casa dela foi revistada, ela foi interrogada e ficou detida por dois dias à espera da decisão judicial.

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A acusação usa o artigo 207.3 do Código Penal russo, que pune a suposta divulgação consciente de informações falsas sobre o Exército. Na prática, críticos dizem que esse tipo de regra tem sido usado para sufocar relatos e opiniões contrárias à guerra.

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Não foi o primeiro processo. Em fevereiro de 2026, Moniava recebeu multa de 45 mil rublos por três posts, incluindo menções à guerra na Ucrânia e a ataques reportados em Kryvyi Rih e Sumy.

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A Amnesty afirma que o objetivo não seria silenciar só Moniava, mas mandar um recado à sociedade civil inteira: quando até quem cuida de crianças doentes pode ser punido por se expressar, o espaço para discordar fica muito menor.

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Liberdade de expressão não protege apenas vozes poderosas ou populares — ela importa especialmente quando alguém questiona uma guerra e o Estado tenta transformar essa crítica em crime. Esse caso mostra como direitos civis e trabalho humanitário podem estar mais conectados do que parece.

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