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Resumo em 10 segundos

De uma fruta africana ao laboratório: o sweelin abre uma nova rota para reduzir açúcar em alimentos. 🧪🍬

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Uma proteína capaz de adoçar até 3.500 vezes mais que o açúcar foi testada em humanos — sem picos relevantes de glicose ou insulina. 🧪🍬 O nome dela é sweelin, e sua história começa numa fruta tropical africana. 🧵

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A pista veio da serendipity berry, fruta da África Ocidental e Central. Ela produz monellin, uma das proteínas mais doces conhecidas: entre 1.500 e 2.000 vezes mais doce que o açúcar. O desafio era torná-la estável e escalável.

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A empresa israelense Amai Proteins usou IA para redesenhar a proteína e fermentação de precisão para fabricá-la. Em vez de colher grandes volumes da fruta, microrganismos produzem a molécula em laboratório — processo parecido com o da insulina sintética.

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O resultado é um pó branco, solúvel e resistente ao calor. Menos de 3 mg podem adoçar um copo de chá gelado. Segundo a empresa, ele poderia substituir até 70% do açúcar em certas receitas industriais.

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No primeiro ensaio clínico desse tipo, 19 voluntários saudáveis beberam, em dias diferentes, versões igualmente doces com sweelin, dextrose ou stevia. O desenho foi randomizado, duplo-cego e cruzado — um padrão robusto para comparar respostas.

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Durante 120 minutos, pesquisadores mediram glicose, insulina e GLP-1. Frente à dextrose, o sweelin gerou resposta de glicose 31 vezes menor e de insulina 81 vezes menor, semelhante à stevia. Os dados saíram na revista Food Chemistry.

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É um sinal promissor, não uma solução mágica: foram só 19 pessoas saudáveis e faltam estudos maiores e de longo prazo, inclusive em pessoas com diabetes. Mas a ciência agora investiga se dá para manter o prazer do doce com bem menos açúcar no prato.

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