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De Ada Lovelace à robótica em escolas públicas: iniciativas como a Wings mostram por que talento não pode depender de gênero. 🔬✨

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Uma menina entra em um laboratório, monta um robô e percebe algo que deveria ser óbvio: ela também pertence ali. 🔬✨ A presença feminina em Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática ainda é minoria — mas projetos brasileiros querem mudar esse roteiro. 🧵

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A história começa bem antes. Ada Lovelace criou o primeiro algoritmo no século XIX; Hedy Lamarr ajudou a pavimentar conexões sem fio; Katherine Johnson calculou trajetórias espaciais na Nasa; Johanna Döbereiner revolucionou a agricultura sustentável no Brasil.

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Mesmo assim, muitos desses nomes foram apagados ou reconhecidos tarde. E os números revelam que o problema não ficou no passado: mulheres eram 31,4% das pessoas pesquisadoras no mundo em 2023, segundo a Unesco.

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No Brasil, a RAIS aponta que elas ocupavam apenas 26,3% dos empregos formais em ciências naturais, tecnologia, engenharia e matemática em 2024. Não é falta de capacidade: estereótipos, poucas referências e barreiras de acesso ainda fecham portas cedo demais.

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Em Uberlândia, uma resposta a isso ganhou asas: o Wings — Women Impacting Girls, da UFU. Coordenado pela professora Vérica Freitas, o projeto aproxima estudantes do ensino médio de robótica, programação, liderança, inovação e empreendedorismo.

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Toda semana, alunas de escolas públicas vão aos campi e aprendem fazendo. A rede reúne nove escolas em Uberlândia, Campo Grande e Manaus, com participação da UFU, UFMS e UFAM. O laboratório deixa de ser distante e vira possibilidade concreta.

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Agora, elas desenvolvem soluções tecnológicas inspiradas nos 17 ODS da ONU — conectando ciência a desafios reais, como sustentabilidade e qualidade de vida. É uma lição poderosa: inovação não é só criar tecnologia; é decidir para quem ela serve.

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Quando meninas têm acesso a formação, mentoras e espaço para testar ideias, a pergunta deixa de ser “elas conseguem?” — porque sempre conseguiram. A pergunta certa é: quantas descobertas o mundo ainda perde ao não abrir essas portas?

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