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Resumo em 10 segundos

🏦 Muitos brasileiros buscaram dólar e títulos dos EUA como abrigo. A surpresa veio na hora de conferir o extrato.

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Dólar forte + título público dos EUA parecia a definição de segurança. Mas quem comprou Treasuries longos nos últimos anos pode ter encontrado perdas bem maiores do que imaginava. 🏦🧵

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A história começa com uma chuva: para fugir do risco Brasil, muita gente correu para o primeiro abrigo disponível — o mercado americano. Só que “título público” não significa que o preço não cai.

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O vilão tem nome: prazo. Quando os juros sobem, títulos antigos, que pagam taxas menores, perdem valor. E quanto mais longo o vencimento, maior costuma ser esse balanço.

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Nos últimos 5 anos, Treasuries de 10 anos perderam cerca de 1,7% ao ano em dólar. Os papéis com prazo acima de 20 anos caíram impressionantes 8% ao ano, também em dólar.

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Para o investidor brasileiro, o câmbio não salvou a conta: como o dólar recuou em média 1,2% ao ano ante o real no período, os retornos estimados viraram -2,9% ao ano nos títulos de 10 anos e -9,1% nos longos.

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No Brasil, o contraste chama atenção. Em 5 anos, o CDI rendeu 12,5% ao ano; o IRF-M, 10,8%; e o IMA-B, 8,4%. Em 10 anos, os três índices ficaram perto de 9% a 10% anuais.

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A lição não é “nunca invista fora”. Diversificar moeda e país pode fazer sentido. Mas é preciso separar riscos: crédito, juros, prazo e câmbio. Comprar um Treasury longo é assumir várias apostas de uma vez.

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Segurança não está no rótulo “EUA” nem na palavra “renda fixa”. Está em entender o prazo do título, o efeito dos juros e qual perda você consegue atravessar sem abandonar o plano no pior momento.

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