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✨ O que observadores registraram no céu medieval agora aparece como uma estrutura cósmica semelhante a fogos de artifício congelados.

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Uma supernova observada no ano de 1181 acaba de ganhar uma das imagens mais detalhadas já feitas de seu remanescente. ✨ O registro revela filamentos que lembram fogos de artifício congelados no espaço — e ajuda a explicar uma explosão vista há mais de oito séculos. 🧵

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O evento de 1181 está entre apenas cinco supernovas documentadas por observadores antes da invenção do telescópio. Relatos históricos indicam que a “estrela convidada” permaneceu visível no céu por cerca de seis meses.

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O objeto associado à explosão é conhecido como Pa 30, uma nebulosa em expansão localizada na constelação de Cassiopeia. A nova imagem destaca uma rede complexa de filamentos de gás e material ejetado pela explosão.

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A hipótese mais forte é que duas anãs brancas — núcleos densos de estrelas já mortas — tenham colidido e se fundido. Esse tipo de evento pode gerar uma supernova incomum, menos energética do que as explosões termonucleares mais conhecidas.

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O detalhe mais intrigante: a estrela central parece ter sobrevivido. Por isso, ela é chamada informalmente de “estrela zumbi”: um remanescente extremamente quente e raro que continuou existindo após a explosão inicial.

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Estudar Pa 30 permite cruzar registros de astrônomos do século XII com observações modernas. É um exemplo de como arquivos históricos e instrumentos atuais se complementam para reconstruir a evolução do Universo.

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A luz observada em 1181 marcou uma época. Hoje, seus restos mostram que uma supernova não é apenas um fim estelar: em alguns casos raros, ela deixa sobreviventes e pistas que atravessam séculos.

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