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Resumo em 10 segundos

Duas mortes sob suspeita de brigas entre torcidas recolocam em jogo um custo que vai muito além do estádio: segurança, mobilidade e vida. ⚽💔

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Duas mortes em Salvador, sob suspeita de ações ligadas a brigas entre torcidas no dia do Ba-Vi, transformaram um domingo de futebol em luto. ⚽💔🧵 Mas há uma conta econômica e social por trás de cada episódio assim.

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A notícia, publicada por A TARDE, relata que os crimes ocorreram no domingo, 23, em meio ao contexto do clássico no Manoel Barradas. A apuração deve definir responsabilidades; por enquanto, o caso é tratado como suspeita.

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Quando a violência toma o entorno de um jogo, o prejuízo não para na arquibancada. Famílias perdem; trabalhadores evitam trajetos; pequenos negócios enfrentam queda no movimento; e o poder público desloca recursos para emergências.

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O futebol movimenta transporte, bares, ambulantes, empregos temporários e turismo. Para essa roda girar, torcer precisa ser seguro. Sem segurança, a festa que deveria gerar renda e convivência passa a carregar medo e custos evitáveis.

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Há também a conta invisível: atendimento médico, investigação, policiamento, processos e dias de trabalho interrompidos. São recursos que poderiam fortalecer prevenção, lazer nos bairros e oportunidades para a juventude.

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Rivalidade faz parte do esporte; violência, não. O desafio é combinar responsabilização de quem comete crimes com políticas permanentes de prevenção, inteligência e proteção para quem só quer ir ao jogo e voltar para casa.

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Um clássico deveria deixar lembranças de gols, encontros e renda circulando pela cidade — nunca nomes de jovens associados a uma tragédia. Segurança no futebol não é custo extra: é condição básica para que a economia e a vida avancem.

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