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Comissão do governo conclui que morte de Juscelino em 1976 foi atentado político — uma história que reabre feridas da ditadura 🔎🧵

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Comissão aprova relatório: a morte de Juscelino Kubitschek em 1976 foi um atentado político, não um simples acidente 🔎🧵 Nesta thread vou contar como chegamos a essa conclusão e por que isso mexe com a história democrática do Brasil.

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Era 1976. A versão oficial falava em acidente na Via Dutra. Mas familiares e pesquisadores sempre sentiram algo errado: relatos contraditórios, buracos nas investigações e uma máquina do Estado que silenciava perguntas incômodas. A dúvida virou investigação que durou décadas.

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A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), ligada ao MDHC, compilou depoimentos, documentos e perícias. O relatório aponta intervenção deliberada — sinais de sabotagem e organização que apontam para um atentado político com atores ligados ao regime.

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O impacto vai além de um nome: é sobre instituições, arquivos e responsabilidade histórica. Se há cumplicidade ou omissão estatal, isso exige apuração, transparência e reparação. Preservar arquivos e proteger testemunhas são passos que fortalecem a democracia.

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No centro disso estão pessoas: família de JK, técnicos, jornalistas e ativistas que não deixaram a história ser enterrada. Reabrir esse capítulo é também dar voz a vítimas da repressão e ampliar a narrativa para incluir todos que sofreram com a ditadura.

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A conclusão da Comissão reabre uma pergunta dura: como uma democracia enfrenta as sombras do seu passado? Verdade, memória e justiça não são gestos simbólicos — são base para instituições mais fortes e inclusivas. E essa conta histórica ainda pede respostas.

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