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Resumo em 10 segundos

Do ponto de ônibus às áreas de risco, a rotina mineira expõe o custo humano e econômico de décadas de gargalos. 🚌⏳

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Em Minas, a jornada para trabalhar pode durar até 4 horas por dia — e nem começou no escritório. 🚌⏳ Entre ônibus lotados, atrasos e conexões falhas, a infraestrutura virou parte exaustiva da rotina de muita gente na Grande BH. 🧵

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A cena se repete antes do sol nascer: Andreia Aparecida sai às 6h, pega três ônibus para ir e mais três para voltar. Mesmo assim, chega atrasada. “Tem dia que tem ônibus, tem dia que não tem”, ela resume.

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Não é só uma espera no ponto: são horas que deixam de ser descanso, convívio, estudo ou cuidado com a família. Quando o transporte falha todos os dias, o preço recai justamente sobre quem mais depende dele para acessar trabalho e serviços.

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O metrô poderia encurtar esse caminho, mas passou 24 anos sem expansão. Com cerca de 30 km de extensão, atende apenas 1 em cada 60 moradores. Sem integração eficiente com os ônibus, a rede não consegue aliviar a pressão das ruas.

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Fora da capital, o gargalo muda de cenário, mas não de impacto. Quase 5 mil km de rodovias estaduais seguem sem asfalto. Pavimento defasado e manutenção insuficiente elevam em 35% o custo do transporte de cargas.

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Há uma contradição nos trilhos mineiros: o estado tem a maior malha ferroviária do país, mas metade dela não opera diariamente. Produção, passageiros e cidades inteiras convivem com uma rede que existe no mapa, mas falha na prática.

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E quando chove, a infraestrutura incompleta ganha outro peso. Minas reúne 3 das 10 cidades brasileiras com mais moradores em áreas de risco geológico. Prevenção, drenagem e planejamento urbano não podem chegar só depois da tragédia.

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A história começa num ponto de ônibus, passa por uma estrada esburacada e termina numa encosta vulnerável. Em comum, está a urgência de investimento público contínuo: mobilidade e segurança não deveriam depender de sorte ou CEP.

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