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Resumo em 10 segundos

Do set de Três Graças às salas de edição: a declaração de Palmeira revela um conflito entre arte humana e tecnologia — e o que isso significa para atores e público 🎭🤖

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Marcos Palmeira: “A vida é analógica, não vou ser uma IA” — e uma fala sobre cenas com Grazi Massafera em Três Graças vira ponto de partida para uma discussão maior sobre tecnologia no cinema. Vem comigo que eu conto essa história. 🧵

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A cena: beijo franco, química no set. O pano de fundo: ferramentas que podem replicar rostos, movimentos e vozes. Deepfakes e CGI já permitem recriar atores sem estarem presentes — e isso muda tudo, da ética ao trabalho artístico.

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História dentro da história: diretores usam produção virtual para proteger intimidade em cenas sensíveis — menos exposição física, mais controle. Mas o outro lado existe: tecnologia que pode falsificar consentimento e violar privacidade.

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Aqui entra a luta dos atores: quem controla a imagem digital? Sindicatos pedem contratos claros, remuneração por uso de likeness e ferramentas de watermarking para identificar deepfakes. Proteção dos trabalhadores e política pública viram urgência.

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E aquele trecho da entrevista sobre remakes e fracassos? Há uma cultura de reboots impulsionada por algoritmos de plataformas que preferem fórmulas testadas. Resultado: pressão sobre artistas e risco de culpar pessoas por falhas que são, em grande parte, tecnológicas.

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Conclusão (breve reflexão): a tecnologia pode elevar a narrativa — reduzir impactos ambientais da produção, proteger corpos e ampliar acesso — ou desumanizar o ofício. A escolha não é técnica só: é cultural e política. Vale cuidar pra que a arte continue sendo humana.

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