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O fluxo de capital mudou de direção: empresários argentinos estão encontrando no Brasil ativos estratégicos em meio a juros altos e empresas pressionadas. 🇦🇷➡️🇧🇷

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Investidores argentinos estão comprando empresas brasileiras — uma inversão histórica nos negócios sul-americanos. 🇦🇷➡️🇧🇷 Com a Argentina mais estável e ativos pressionados no Brasil, o capital mudou de rota. 🧵

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Por décadas, o roteiro era o oposto: grupos brasileiros atravessavam a fronteira para adquirir empresas argentinas. Inflação alta, controles cambiais e falta de crédito dificultavam que empresários da Argentina investissem fora.

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A cena começou a mudar com a estabilização promovida por Javier Milei: melhora fiscal, inflação em queda e flexibilização cambial ampliaram a capacidade de empresas argentinas planejarem investimentos de longo prazo.

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O placar de 2025 mostra a virada: companhias argentinas fizeram 18 aquisições ou investimentos no Brasil, segundo a TTR Data. EUA tiveram 11 operações e México, 8. No sentido contrário, foram 10 negócios brasileiros na Argentina.

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Em 2026, a história ganhou personagens: o laboratório Elea assumiu o controle da Cellera Farma; a fintech Cocos Capital comprou ativos da Warren; e Marcelo Mindlin virou peça central na reestruturação da InterCement.

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Do lado brasileiro, juros altos, câmbio desfavorável e empresas em dificuldade tornam ativos mais acessíveis a quem chega com capital e visão de longo prazo. Não é só uma compra oportunista: é uma disputa por posições em setores estratégicos.

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A lição vai além da fronteira: estabilidade macroeconômica abre espaço para investimento — mas negócios sustentáveis também dependem de crédito produtivo, concorrência saudável e empresas capazes de preservar empregos e inovação. O capital sul-americano está redesenhando o mapa.

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