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Parceria insólita entre PL e PT pode mudar o jogo das apostas digitais no Brasil 📌🧵

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PL topa votar junto com PT a favor de dobrar a alíquota sobre bets, de 12% para 24% — apoio incomum que pode facilitar a aprovação na Câmara. Explico os riscos e as implicações. 📌🧵

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A proposta partiu do líder do PT, Lindbergh Farias (RJ). A taxação foi retirada de última hora da MP alternativa ao IOF pelo relator Carlos Zarattini para tentar aprovar o texto diante do forte lobby do setor.

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Fontes no PL dizem que, se a pauta for levada ao plenário, o partido votará a favor. Parte da justificativa é moral — a ala evangélica do PL sempre foi contrária às apostas — e política: sinalizar posição independente.

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O governo perdeu a MP na prática (ela expirou sem votação). Desde então, o Ministério da Fazenda voltou a defender a taxação das bets como alternativa de arrecadação. Dobrar a alíquota (12% → 24%) é a proposta em discussão.

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Importante lembrar: foi o governo Lula que sancionou a regulamentação das apostas digitais — não Bolsonaro. A questão agora é política e fiscal: como conciliar arrecadação, proteção ao consumidor e pressão do mercado.

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A mudança desloca o debate: não é só ideologia, é também estratégia tributária. Uma taxação maior pode atingir sobretudo grandes operadores; é preciso evitar medidas que onerem trabalhadores ou ampliem concentração de mercado.

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Conclusão: a possível aliança PL‑PT testa a aritmética política e a capacidade do Congresso de decidir entre arrecadação, regulação e interesses do setor. Transparência e debate público serão essenciais nos próximos passos.

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