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Petição com decisões inventadas e um 'juiz' que era dono de bar 🍺 — multa de R$3,7k e um alerta sobre IA generativa no Direito 🧠

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Advogada apresentou petição com decisões falsas e citou um “juiz” que na verdade era dono de um bar em Ponta Grossa 🍺 — juiz que julgou o caso diz que tudo foi aparentemente gerado por IA. Multa de R$3,7k. Como uma tecnologia que promete eficiência vira risco para a Justiça? 🧵

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O caso: trabalhadora saladeira de hotel em Piratuba (SC) perdeu e a advogada foi multada. A petição trazia ementas, citações doutrinárias e números de processos impossíveis de localizar. O juiz foi Daniel Carvalho Martins, da Vara do Trabalho de Concórdia. Como tribunais vão checar veracidade?

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IA generativa 'alucina' fatos e referências — isso já é conhecido. Mas quem arca com o erro no mundo legal: a advogada que usou a ferramenta, a empresa da IA, ou o sistema que permite arquivar documentos sem verificação? A ética profissional e a responsabilidade técnica estão alinhadas?

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Soluções tecnológicas existem: assinaturas digitais, verificação automatizada de jurisprudência, marcas d'água e logs de geração. Mas e as políticas públicas? Devemos exigir checagem obrigatória sem criar barreiras que limitem o acesso à justiça para quem mais precisa?

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O problema é maior: se documentos jurídicos gerados por IA se tornarem comuns e falsos, a confiança no sistema se corrói — e quem perde mais são trabalhadores e pessoas com menos recursos. Vamos penalizar o erro individual ou regular a tecnologia e treinar profissionais?

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Reflexão final: se um ‘juiz’ numa petição pode ser o dono de um bar, estamos preparados para uma avalanche de 'falsos fatos' automatizados? A resposta não é banir a IA, mas exigir transparência, responsabilidade e mecanismos reais de verificação.

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