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A união que pode redesenhar o ensino médico privado já tem números imutáveis: 69% a 31%. 💰🧵

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Afya e Yduqs podem criar uma gigante do ensino médico privado — mas um número já está fora de negociação: 69% da empresa combinada ficará com acionistas da Afya; 31%, com os da Yduqs. 💰🧵

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A história começa no contrato de fusão. Segundo o CFO da Afya, Luis Blanco, a relação de troca é “fixa”: oscilações nas cotações das ações não mudam a divisão acertada entre os dois grupos de investidores.

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O negócio ainda espera o aval do Cade, previsto pela Afya até agosto. Até o fechamento, porém, cada empresa seguirá distribuindo aos seus próprios acionistas o caixa livre gerado desde a assinatura do acordo.

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É aí que entra um piso relevante: a Yduqs prevê distribuir ao menos R$ 750 milhões. Se seu fluxo de caixa livre ficar abaixo desse valor, a Afya poderá cobrar a diferença multiplicada por 2,2 — um mecanismo descrito como “acelerador”.

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Na prática, o desenho tenta proteger o valor prometido aos acionistas durante a espera regulatória. Depois do fechamento, a companhia combinada planeja distribuir no mínimo 50% do lucro líquido.

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Mas não é só uma conta financeira. Será a primeira fusão entre grandes redes de ensino de medicina no país. Das 32 cidades onde a Afya atua, há três com sobreposição de cursos da Yduqs — ponto que estará no radar do Cade.

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O desafio é equilibrar escala, retorno e concorrência. Em um setor que forma profissionais essenciais à saúde, a análise regulatória ganha peso: crescimento empresarial não pode reduzir opções para estudantes nem concentrar demais a oferta local.

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Por enquanto, a fusão tem um roteiro claro: participação fixa, caixa distribuído na transição e aprovação regulatória pendente. O desfecho dirá se a nova gigante transformará escala em expansão responsável — e em valor sustentável no longo prazo.

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