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A união criaria o maior grupo de ensino médico do país — e o Cade pode exigir venda de cursos em cidades-chave. 🩺📚

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A fusão entre Afya e Yduqs pode criar o maior grupo de ensino médico do Brasil: seriam cerca de 38 mil estudantes e 5.888 vagas anuais. 🩺📚 Mas o Cade terá um desafio importante pela frente: preservar a concorrência local. 🧵

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No país inteiro, a empresa combinada reuniria 17% das vagas privadas de medicina — participação que, sozinha, não indica concentração elevada. O ponto decisivo está nas cidades onde as duas redes já atuam lado a lado.

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Em Ji-Paraná (RO), a fusão somaria 100% das vagas privadas de medicina. Em Teresina, 53%; no Rio de Janeiro, 48%. São mercados locais com impacto direto para quem busca formação médica e para a diversidade de instituições.

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Por isso, o Cade pode aprovar a operação com condições, incluindo a venda de unidades. Cursos de medicina em funcionamento são ativos raros, especialmente num cenário em que abrir novas vagas ficou mais restrito.

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Em fevereiro de 2026, o MEC revogou o edital que autorizaria até 95 novos cursos privados. A pasta apontou que decisões judiciais e processos administrativos já haviam criado 5.382 vagas desde 2024 — perto da expansão prevista.

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A análise vai além de números: concorrência saudável pode estimular qualidade, inovação pedagógica e mais opções regionais para estudantes. A expansão da formação médica precisa caminhar com avaliação rigorosa e compromisso com a saúde pública.

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O Cade tem até 330 dias para decidir. Se houver desinvestimentos, cursos de medicina podem chegar ao mercado em um momento incomum — uma oportunidade para fortalecer redes regionais e ampliar alternativas sem concentrar demais o ensino médico.

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