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Com US$ 150 milhões sob gestão, a SP Ventures aposta no agro como motor de inovação. O desafio: crescer sem ampliar a pressão sobre clima, água e produtores. 🌱📈

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O agritech brasileiro virou um para-raio de investimentos, segundo Francisco Jardim, da SP Ventures. 🌱💰 Com cerca de US$ 150 milhões sob gestão, o fundo vê no agro uma das maiores teses de inovação da América Latina. 🧵

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A lógica é direta: até 2050, o mundo pode ter 10 bilhões de pessoas. Produzir alimentos suficientes exigirá elevar a produção entre 60% e 80% — com menos terra, água, insumos químicos e mão de obra disponível.

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É aí que entram as agritechs: biotecnologia, agricultura de precisão, sensores, dados, automação, crédito e gestão de risco. Não se trata só de “plantar mais”; trata-se de reduzir desperdícios e tomar decisões melhores por hectare.

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Jardim destaca um dado relevante: o Brasil dobrou a área plantada, mas multiplicou por seis sua produção total. A leitura é que boa parte do salto veio de produtividade, tecnologia e modelos como a segunda e terceira safra.

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Mas convém evitar triunfalismo. Ganhos de produtividade não eliminam, por si só, riscos de desmatamento, dependência de poucos fornecedores de insumos ou exclusão de pequenos produtores do acesso à tecnologia e ao crédito.

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O capital de risco pode acelerar soluções — mas também decide quais problemas recebem atenção. Se a inovação ficar concentrada em grandes operações, perde-se uma oportunidade de digitalizar e fortalecer a agricultura familiar, que abastece mercados locais.

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O agro mostrou resiliência: em 2020, enquanto o PIB brasileiro caiu 4%, o setor cresceu em dois dígitos, lembra Jardim. Para investidores, isso explica o interesse. Para o país, aumenta a responsabilidade sobre como esse crescimento será construído.

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A pergunta central não é se haverá dinheiro para o agritech brasileiro. Ele já está chegando. A questão é se será convertido em alimentos mais acessíveis, cadeias mais eficientes e produção compatível com os limites ambientais.

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