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🚜 A eleição de Sergio Moro elevou as expectativas do agronegócio paranaense. Mas quais gargalos dependem mesmo do novo governo — e quais exigem articulação além do estado? 🧵

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🚜 O agronegócio do Paraná entra no pós-eleição de Sergio Moro com uma lista extensa de cobranças: estradas, ferrovias, energia, crédito e menos burocracia. A vitória com 50,10% dos votos válidos transforma expectativa em teste de execução. 🧵

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O ponto central não é apenas “ajudar o agro”. É reduzir custos que hoje tiram competitividade de produtores, cooperativas e indústrias. Frete caro, rodovias saturadas e gargalos de armazenagem viram margem menor — sobretudo para os pequenos e médios.

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A logística será o termômetro mais visível. O Paraná produz muito, processa muito e exporta muito. Mas produtividade dentro da porteira não compensa indefinidamente uma infraestrutura que atrasa cargas, encarece insumos e limita acesso aos portos.

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Há uma questão de escala: o governo estadual pode acelerar obras, licenças, manutenção e planejamento regional. Mas ferrovias, portos, crédito e comércio exterior dependem também de Brasília e de coordenação com o setor privado. Prometer sozinho é fácil; entregar alinhado é o difícil.

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Outro desafio é evitar que “ambiente de negócios” vire sinônimo de benefício concentrado. Cooperativas fortes, agricultura familiar, trabalhadores rurais e pequenos fornecedores precisam entrar na agenda — com assistência técnica, conectividade e acesso real a financiamento.

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Sustentabilidade também deixou de ser tema periférico: rastreabilidade, recuperação de solo, eficiência hídrica e energia renovável já influenciam crédito, seguros e mercados internacionais. Ignorar isso pode custar contratos; tratá-lo como estratégia pode abrir valor.

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A agenda que o agro espera de Moro será medida menos por anúncios e mais por indicadores: tempo de escoamento, custo logístico, acesso a crédito, qualidade das estradas e geração de valor no interior. O Paraná não precisa só produzir mais — precisa capturar melhor o valor que produz.

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