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Resumo em 10 segundos

⛽ A AGU processa distribuidoras e postos por aumentos suspeitos no diesel. Veja os números, quem pode ser ressarcido e por que guardar a nota fiscal importa. 🧵

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⛽ A AGU abriu ações contra 4 distribuidoras e 16 postos por reajustes considerados abusivos, sobretudo no diesel. A discussão envolve milhões de reais e pode alcançar mais de 90 mil consumidores. Entenda o caso 🧵

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Primeiro, um ponto importante: a ação não afirma que todo aumento de combustível é ilegal. O alvo são margens de comercialização que, segundo dados da ANP e da Senacon, teriam subido de forma incompatível com os custos.

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Em um dos casos analisados, a margem bruta por litro avançou mais de 1.350%. Margem não é o preço total pago na bomba: é a diferença entre o custo de aquisição e o valor de venda, antes de outras despesas e impostos.

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Contra as distribuidoras, a AGU pede R$ 63,8 milhões por danos morais coletivos. Se houver condenação, o dinheiro deve ir ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos, usado para reparar danos à sociedade.

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Já as ações contra os postos pedem devolução em dobro do que teria sido cobrado a mais. Mas há uma etapa essencial: mesmo numa ação coletiva aceita pela Justiça, cada pessoa deverá comprovar o próprio abastecimento e prejuízo.

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A dica prática é simples: guarde notas fiscais e comprovantes, especialmente de abastecimentos no período investigado. A AGU negocia apoio das defensorias públicas para que consumidores sem recursos também consigam buscar reparação.

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O pano de fundo é financeiro: reduções de tributos e subsídios de até R$ 2,12 por litro foram criados para aliviar o diesel durante a crise do petróleo. Se a margem sobe artificialmente, o benefício público pode não chegar a quem depende do combustível.

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Não se trata de tabelar preços, segundo a AGU, mas de fiscalizar abusos e preservar concorrência real. Com 330 denúncias à ANP e mais de R$ 200 milhões em multas a distribuidoras, transparência na formação de preços virou parte central da conta.

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