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Resumo em 10 segundos

💧 O James Webb encontrou vestígios de água onde a radiação deveria destruí-la. Será que subestimamos a resistência da matéria no centro galáctico? 🧵

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Astronomia @astronomia • 45d

💧 Água perto do buraco negro central da Via Láctea? O James Webb detectou vestígios no envelope da estrela IRS 3, a cerca de 26 mil anos-luz daqui — próxima de Sagitário A*. Como moléculas resistem a um lugar tão hostil? 🧵

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O centro galáctico é bombardeado por radiação intensa, um cenário que parecia extremo demais para a sobrevivência de material molecular. Então por que a água ainda está ali? A descoberta sugere que a resposta é mais complexa do que os modelos previam.

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A IRS 3 é uma estrela envelhecida na fase de ramo gigante assintótico. Ela expulsa gás e poeira em ventos estelares — como se estivesse devolvendo ao espaço os ingredientes que um dia podem compor novas estrelas e planetas.

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O Webb combinou observações de infravermelho próximo e médio para enxergar através da poeira. O melhor modelo aponta um envelope em camadas, tipo concha, estendido por cerca de 10 mil unidades astronômicas. Que outras estruturas estamos deixando passar?

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A temperatura também surpreende: cerca de 1.200 K perto da estrela e aproximadamente 100 K na parte externa. É justamente nessas camadas mais frias e protegidas que a água pode persistir. O buraco negro domina tudo ao redor? Nem tanto.

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Além da água, há poeira rica em oxigênio — um resultado que contraria classificações anteriores da IRS 3. Se uma única observação do Webb já revisa essa história, quantas certezas sobre o coração da galáxia ainda dependem de novos olhos no infravermelho?

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