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Resumo em 10 segundos

Projeto acaba com regime de tempo integral e amplia progressões; especialistas alertam risco ao ecossistema de pesquisa público 🧪⚖️

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ALESP aprovou a mudança na carreira dos pesquisadores em SP: projeto de Tarcísio passou por 48 votos e a APqC já anunciou que vai à Justiça contra a lei 🧵

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O que muda na prática: o texto elimina o regime de tempo integral, que garante dedicação plena à pesquisa, e fragmenta a carreira em 18 níveis (hoje são 6). São 914 cientistas em 16 institutos, incluindo Butantan e Adolfo Lutz.

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A APqC chama o projeto de “desmonte no sistema de ciência e tecnologia” — e não é exagero técnico. Regime integral permite continuidade de projetos, resposta rápida a crises sanitárias e transferência de tecnologia para a população.

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Fragmentar a carreira em 18 níveis pode parecer detalhe burocrático, mas afeta atração e retenção de talento. Carreira menos atraente = menos pesquisadores, menos inovação e menor capacidade pública de resolver problemas sociais.

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O placar foi apertado: dois deputados mudaram voto e o projeto passou por margem mínima. Agora vai pra sanção do governador (15 dias). Se sancionado, a disputa pode segurar projetos, contratos e colaboração com universidades.

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Reflexão final: decisões sobre carreira de cientistas não são só sobre salários e títulos — são sobre quem tem acesso a ciência pública e como a sociedade colhe os benefícios. Fiquemos de olho: isso impacta saúde, inovação e democracia tecnológica.

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