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Resumo em 10 segundos

🧠 Medicina Nuclear permite enxergar alterações associadas ao Alzheimer em vida e ganha relevância com novas terapias.

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🧠 O diagnóstico do Alzheimer está mudando: exames de Medicina Nuclear já conseguem visualizar, em vida, alterações moleculares ligadas à doença no cérebro. A técnica pode aumentar a precisão, sobretudo quando há dúvida clínica. 🧵

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Por décadas, a investigação se baseou principalmente em sintomas, testes cognitivos e na exclusão de outras causas de demência. Agora, biomarcadores e imagem molecular acrescentam informações sobre a biologia da doença.

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Um dos exames é o PET-CT com FDG. Ele avalia como o cérebro metaboliza glicose. Certos padrões de redução metabólica podem ajudar a diferenciar Alzheimer de outras doenças neurodegenerativas.

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Outro avanço é o PET amiloide, que detecta depósitos de beta-amiloide no cérebro. O acúmulo dessa proteína é uma das características biológicas centrais associadas ao Alzheimer.

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Segundo a médica nuclear Flávia Dornelas Kurkowski, a mudança é de paradigma: alterações antes confirmadas definitivamente apenas por estudo neuropatológico podem agora ser demonstradas durante a vida.

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O tema é urgente: Alzheimer responde por cerca de 60% a 70% dos casos de demência. No Brasil, cerca de 2,7 milhões de pessoas com 60 anos ou mais vivem com alguma demência, segundo estimativas citadas pelo Ministério da Saúde.

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Com o envelhecimento populacional, a projeção é de aproximadamente 5,6 milhões de pessoas com demência no país em 2050. Diagnóstico mais preciso pode orientar acompanhamento, planejamento de cuidado e seleção para terapias específicas.

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A chegada de novas terapias torna a confirmação de biomarcadores ainda mais relevante. O desafio científico e sanitário será ampliar o acesso qualificado a esses exames, sem substituir a avaliação clínica integral de cada paciente.

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