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Resumo em 10 segundos

Estudo aponta que mães que amamentam podem ter secura, dor e atrofia semelhantes à menopausa — e o sistema de saúde muitas vezes não pergunta. 🩺🤰

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Mulheres que amamentam podem ter sintomas semelhantes aos da menopausa 🩺🤱🧵 Uma pesquisa e especialistas (como Rômulo Negrini, do Einstein) alertam: dor, secura e atrofia vaginal aparecem no pós-parto, mas muitas vezes passam despercebidas pelos serviços de saúde.

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O problema: o acompanhamento pós-parto costuma focar no bebê — aleitamento, vacina e risco de depressão — e não na saúde sexual da mãe. Não há triagem sistemática; sintomas só aparecem quando a mulher relata espontaneamente. Quem não fala, fica invisível.

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Mecanismo plausível: a amamentação suprime a ovulação e reduz estrógeno, gerando quadro de hipoestrogenismo semelhante ao da menopausa — com secura, dor e atrofia. Isso não é só sexo: afeta sono, humor, autoestima e relações. Precisamos entender a fisiologia para tratar melhor.

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Onde falha o sistema? Tabus sobre sexualidade materna, falta de treinamento específico, agendas curtas e priorização do bebê. Do ponto de vista social, mulheres pobres e periféricas tendem a ter menos acesso a cuidados integrais — uma falha de equidade em saúde.

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O que pode ser feito agora: incluir perguntas padronizadas sobre dor e lubrificação nas consultas pós-parto; capacitar equipes (enfermagem, obstetrícia e atenção primária); oferecer opções seguras — lubrificantes, hidratantes vaginais, fisioterapia pélvica e avaliação sobre terapias hormonais quando apropriado.

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Reflexão final: se o pós-parto ignora a saúde sexual da mãe, o cuidado integral está incompleto. A mudança passa por protocolos simples, atenção clínica e políticas de saúde que não deixem a mulher como coadjuvante do próprio cuidado.

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